Seguro de vida ainda é pouco explorado no Brasil: 82% dos adultos não possuem cobertura

Apesar do crescimento do setor, a maioria da população segue desprotegida; especialistas apontam importância do benefício para famílias e empresas

Embora os seguros de vida estejam em expansão no país, ainda há uma grande lacuna de proteção entre a população brasileira. De acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o setor de seguros de pessoas, que inclui o seguro de vida, arrecadou R$72,7 bilhões em 2024, crescimento de 16,2% em relação ao ano anterior. No entanto, estimativas da entidade indicam que cerca de 82% dos brasileiros adultos ainda não possuem nenhum tipo de seguro de vida. O contraste entre o avanço do mercado e a baixa adesão evidencia o tamanho da oportunidade, e do desafio, para ampliar a conscientização da sociedade sobre a importância de se proteger.

O seguro de vida é um instrumento que vai além da indenização em caso de falecimento, sendo que ele pode cobrir situações de invalidez, doenças graves e até mesmo despesas médicas, funcionando como uma rede de segurança que traz tranquilidade diante de imprevistos. Em um país com desafios econômicos e alta instabilidade financeira, contar com essa proteção pode significar a diferença entre manter ou não a estabilidade de uma família em momentos de vulnerabilidade. “No dia a dia de atendimento, percebemos que, quando as pessoas entendem que o seguro não é apenas sobre morte, mas sobre qualidade de vida e proteção em diversas situações, a adesão aumenta. É uma forma de garantir dignidade e apoio aos que dependem de nós”, reforça a head da área de Planejamento Patrimonial da Valore Elbrus, Silvana Maschio.

O que mudou?

Outro aspecto relevante é a mudança no perfil do consumidor. Se antes o seguro de vida era visto principalmente como um recurso destinado a pessoas mais velhas ou chefes de família, hoje ele desperta interesse crescente entre jovens adultos, especialmente após a pandemia. Muitos passaram a enxergar o seguro como parte de um planejamento financeiro mais amplo, que inclui previdência privada, investimentos e proteção de longo prazo. “Existe uma nova mentalidade em construção. Vemos jovens que já começam sua vida profissional pensando em como equilibrar conquistas materiais, bem-estar e segurança. O seguro de vida aparece nesse cenário, não como um gasto adicional, mas como um investimento na própria tranquilidade”, observa Silvana Maschio.

Esse movimento ganha ainda mais relevância quando se considera a longevidade crescente da população brasileira, que deve se tornar um fator decisivo para ampliar a demanda por seguros de vida e produtos de proteção associados. A expectativa de vida chegou a 76,4 anos em 2023, segundo o IBGE, e segue em curva ascendente. Com mais anos de vida, aumentam também as preocupações não apenas com aposentadoria e saúde, mas com a estabilidade financeira das próximas gerações. Esse é um ponto central: não se trata apenas de proteger quem fica, mas também que possamos  garantir alcançar nossos objetivos financeiros em vida mesmo que imprevistos que nos impeça de gerar renda  nos acometa e, claro,  que possamos envelhecer com dignidade e segurança. O seguro de vida se encaixa nesse contexto como uma ferramenta complementar à previdência e ao planejamento patrimonial”, acrescenta a especialista.

No ambiente corporativo, essa transformação cultural também se reflete na maneira como grandes e médias empresas estruturam seus pacotes de benefícios, sendo que o seguro de vida é incorporado não apenas como um diferencial competitivo no mercado de trabalho, mas também como uma forma de dar suporte financeiro e emocional aos colaboradores e suas famílias. Essa prática fortalece a reputação da marca empregadora e contribui para criar uma rede de proteção coletiva que impacta positivamente na produtividade. Quando o colaborador sabe que está amparado, ele trabalha com mais tranquilidade e se sente valorizado. O seguro de vida como benefício deixa de ser apenas uma formalidade e passa a ser percebido como cuidado real com as pessoas”, explica Silvana.

Opções disponíveis

Atuando no mercado de investimentos e gestão patrimonial, o Grupo Valore Elbrus oferece seguros de vida que fazem parte da estratégia de proteção, sucessão e planejamento financeiro de uma carteira crescente de clientes. As modalidades disponíveis incluem seguros individuais, voltados para quem busca uma cobertura personalizada, e seguros coletivos, voltados a empresas que desejam oferecer o benefício aos seus colaboradores. Além disso, há opções que contemplam coberturas específicas como renda por afastamento temporário, doenças graves, invalidez permanente e assistências complementares, ampliando as possibilidades de proteção de acordo com diferentes perfis e necessidades familiares ou patrimoniais. Esse leque de soluções demonstra o compromisso da empresa em oferecer produtos flexíveis e estratégicos, que vão além da cobertura básica e proporcionam segurança financeira em diversos momentos da vida. “Nosso papel é apresentar aos clientes opções que realmente façam sentido para cada fase da vida, porque sabemos da importância de um bom planejamento patrimonial. Essa é uma das nossas estratégias aqui dentro da empresa: transformar a cultura financeira de pessoas e empresas. Notamos que há uma procura crescente por soluções que combinem proteção financeira e planejamento de longo prazo”, comenta o sócio e cofundador, Marcos Fernandes.

A procura por esses produtos tem crescido de forma significativa, especialmente entre clientes que buscam conciliar proteção e planejamento de longo prazo, incluindo a construção de um legado para a família. “Nós acreditamos na importância de orientar nossos clientes para que escolham a cobertura que melhor se adequa às suas necessidades. Temos observado um aumento expressivo da procura por seguros de vida, inclusive entre perfis mais jovens, que buscam se resguardar contra imprevistos e planejar seu futuro de forma estruturada e consciente”, finaliza Fernandes.

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